terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As primeiras horas


Depois de tanta confusão para obter um visto em Portugal, aguardava com alguma curiosidade o controlo de passaportes à chegada. Felizmente, só fui avisada de que não podia começar a trabalhar sem o visto — e caso fosse «apanhada», seria presa e deportada. Pacífico, não?!

O casal que me foi buscar tinha como referência o cabelo encaracolado e os olhos grandes (previsível!) Levava o cabelo amarrado mas os olhos foram mais do que suficientes, segundo consta. Eu acho que foi mesmo o meu ar europeu…

Com até «arranho» umas coisitas em inglês, este casal, filho de madeirenses, depressa desistiu de falar português comigo (para eles é um esforço) e o registo mudou para o inglês da África do Sul. Vou demorar a habituar-me: comem sílabas, falam para dentro… ai ai, vou sofrer!

Chegados ao B & B, o casal que gere o espaço quis conversa, o que me deixou menos de meia hora para me preparar para o jantar de recepção. Meio despida, batem-me à porta: era a boleia para o jantar… Entre estar despida ou com a toalha enrolada na cabeça, optei por enfiar uns trapos e foi de toalha na cabeça que recebi e conheci o meu colega/chefe. Tão à Vanessa…

O moço lá esperou e, quando saí, esperava-me junto ao carro. Corri para a porta do «pendura» a balbuciar desculpas atabalhoadas e vejo-o do outro lado, a segurar a porta, mas sem entrar. E só pensava «Será que ainda tenho a toalha na cabeça? Mas por que raio está ele especado a olhar para mim?» Lá perguntei «Há algum problema? Peço desculpa pelo atraso, já podemos seguir.»

Foi então que, pela cara de riso dele, percebi que tinha feito a primeira asneira em terras africanas… Pois que eu fui para a porta do «pendura» europeu, do lado direito, que aqui é a porta do condutor, do volante. Ele só estava a ser cavalheiro e a segurar-me a porta para eu entrar, do lado correcto do carro. Dah!

O jantar foi em Cape Town, num restaurante africano. O grupo: eu, o Ruben, o Guillaume e a Polyanna (casal brasileiro) e a Fatima e o Paulo (o tal casal que me foi buscar ao aeroporto). Seria de pensar que íamos falar em português, mas nem por isso, foi quase tudo em inglês J

O restaurante era super animado, com música ao vivo (só batuques) e danças tradicionais. Comida boa (comi bife de impala) e vinho de grande qualidade! Foram 3h e picos muito animadas, onde só faltou uma fotografia do grupinho.

De regresso ao B & B, recordo-me vagamente de me ter deitado…


 
 
 

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