Como fiz questão de dizer a quase todos, aquilo que me
preocupava mais em todo este processo era a condução. Estar longe da família,
dos amigos, da sua casinha, sem RPM? Nã! Conduzir pela esquerda, isso sim,
parecia ser motivo para me preocupar!
Como fui obrigada a pegar no carro que me destinaram sem pré-aviso,
que remédio tive eu que não desenrascar-me. Mas é nisso que o português
(também) é bom: o «desenrascanço».
E foi uma boa surpresa, devo admitir, não me custou assim
tanto. É importante não esquecer qual o lado em que devemos estar (eu abusei e
bati com a jante na berma umas 2 ou vezes) e tentar saber para onde queremos ir
(por causa de cruzamentos). Olhar para as setas pintadas no pavimento e, principalmente,
ver por onde TODOS os outros carros andam também ajuda!
Estou a uns meros 5 km do escritório, se tanto, e consegui
perder-me na primeira vez. Andei perdida mais de 30m, às voltas, quando já
começava a anoitecer e eu ainda não tinha percebido como engatar a marcha atrás
(sim, numa ocasião, subi ligeiramente um passeio, porque não percebia como
engatar a coisa). Só pensava em ligar ao Ruben (que mora perto), a pedir ajuda,
mas o orgulho e a vergonha impediram-me sempre.
Consegui ultrapassar tudo isto e chegar a casa, mas num
estado de extremo cansaço.
Três dias depois, já consigo atinar com o caminho e com o
lado correcto da estrada. Ainda luto com as mudanças (da esquerda para a
direita, mas com a mão esquerda) e com os piscas (o instinto é ir com a mão
esquerda e acabo por ligar os para-brisas). O carro também é maior do que ao
que estou habituada, mas enfim.
O pior está para vir este fim-de-semana, quando quiser ir
para o centro. Esta gente é muito maluca a conduzir…
Aqui está o boguinhas estacionado à porta de casa J


Comigo, o giro de conduzir ao contrário foi bater com a mão na porta quando se queria mudar de mudança.
ResponderEliminarE, já agora, desejo-te muitas felicidades nesta etapa, claro! À conquista do Cabo da Boa Esperança...