Depois de tanta confusão para obter um visto em Portugal,
aguardava com alguma curiosidade o controlo de passaportes à chegada.
Felizmente, só fui avisada de que não podia começar a trabalhar sem o visto — e
caso fosse «apanhada», seria presa e deportada. Pacífico, não?!
O casal que me foi buscar tinha como referência o cabelo
encaracolado e os olhos grandes (previsível!) Levava o cabelo amarrado mas os
olhos foram mais do que suficientes, segundo consta. Eu acho que foi mesmo o
meu ar europeu…
Com até «arranho» umas coisitas em inglês, este casal, filho
de madeirenses, depressa desistiu de falar português comigo (para eles é um
esforço) e o registo mudou para o inglês da África do Sul. Vou demorar a
habituar-me: comem sílabas, falam para dentro… ai ai, vou sofrer!
Chegados ao B & B, o casal que gere o espaço quis
conversa, o que me deixou menos de meia hora para me preparar para o jantar de
recepção. Meio despida, batem-me à porta: era a boleia para o jantar… Entre
estar despida ou com a toalha enrolada na cabeça, optei por enfiar uns trapos e
foi de toalha na cabeça que recebi e conheci o meu colega/chefe. Tão à Vanessa…
O moço lá esperou e, quando saí, esperava-me junto ao carro.
Corri para a porta do «pendura» a balbuciar desculpas atabalhoadas e vejo-o do
outro lado, a segurar a porta, mas sem entrar. E só pensava «Será que ainda tenho a toalha na cabeça?
Mas por que raio está ele especado a olhar para mim?» Lá perguntei «Há
algum problema? Peço desculpa pelo atraso, já podemos seguir.»
Foi então que, pela cara de riso dele, percebi que tinha
feito a primeira asneira em terras africanas… Pois que eu fui para a porta do
«pendura» europeu, do lado direito, que aqui é a porta do
condutor, do volante. Ele só estava a ser cavalheiro e a segurar-me a porta
para eu entrar, do lado correcto do carro. Dah!
O jantar foi em Cape Town, num restaurante africano. O
grupo: eu, o Ruben, o Guillaume e a Polyanna (casal brasileiro) e a Fatima e o
Paulo (o tal casal que me foi buscar ao aeroporto). Seria de pensar que íamos
falar em português, mas nem por isso, foi quase tudo em inglês J
O restaurante era super animado, com música ao vivo (só
batuques) e danças tradicionais. Comida boa (comi bife de impala) e vinho de
grande qualidade! Foram 3h e picos muito animadas, onde só faltou uma
fotografia do grupinho.
De regresso ao B & B, recordo-me vagamente de me ter
deitado…
Dah!!!!!!!!!!
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