E chegámos ao primeiro fim-de-semana… Que fazer? Onde ir?
Achei que, sendo fim-de-semana, não haveria muito trânsito e
poderia aventurar-me de carro pela cidade. Cheguei lá surpreendentemente bem,
devo dizer. Sem mapas, sem GPS, deixei-me ir e pratiquei a condução pelas principais ruas, fui até a Victoria & Albert Waterfront e fiz um pequeno desvio até a uma das zonas de praia, uma espécie de avenida com km de extensão com hotéis, resorts e praias privadas. Bem que passei pelas ruas movimentadas da cidade, como a Long Street, a Adderley ou a Strand Street. Passei pelo Castle of Good Hope, pelo Green Point Stadium… mas, onde estacionar? Ruas pouco movimentadas, nem pensar; nas restantes, só via tabuletas com a indicação do tempo limite de estacionamento… Cum catano!
Achei que o melhor mesmo era ir espairecer para o Jardim
Botânico: pela via das dúvidas, já conhecia o caminho! E lá fui eu para os
Kirstenbosch National Botanical Gardens.
Deve ser dos locais mais bonitos do mundo, mesmo sabendo que
a época das flores já passou (algures entre Maio e Outubro). Tudo está muito
bem indicado, desde os espaços até às plantas que podemos observar nos mais de
5 km2. Há um jardim só para as plantas em extinção, outro para os cheiros,
um trilho para cegos. Adorei o verde em contraste com as montanhas rochosas, a
«toalha» de nuvens em contraste com o azul brilhante da cidade, as estátuas de
pedra, e, principalmente, a paz que se respira quer nos imensos espaços verdes
quer nos mais variados trilhos que vamos descobrindo à medida que mergulhamos
no parque.
Os visitantes são convidados a descansar em diversos pontos,
num de dezenas de bancos que estão espalhados; pode-se escolher um mais
escondido ou outro junto das famílias e grupos que ali se deslocam para
piqueniques.
Adorei este conceito de piquenicar. De facto, ao longo da
manhã, dezenas de pessoas iam chegando, com mochilas e sacos cheios de comida,
geladeiras, mantas, prontas a «acampar» por umas horas. As crianças andam à vontade,
descalças, a correr, e o espaço é tão aberto que não me senti minimamente
incomodada com o barulho; pelo contrário, as gargalhadas e outros sons felizes
são tranquilizadores. E cheguei a pensar «Se
o mundo acabar no dia 21 de Dezembro, como alertam os Maias, é aqui que quero
estar!»
Aqui estão algumas das mais de 100 fotografias que tirei:
E a visita não poderia terminar sem um episódio caricato, ou
não seria um dia normal na vida da Vanessa: solteirona e sozinha na África do
Sul, só me podia aparecer à frente um casamento, em pleno jardim.
Eu, que nem sou dada a estes romantismos, fiquei encantada
com o espaço e o cenário. E, à semelhança de outros visitantes, deixei-me ficar
para assistir à cerimónia.
Adorei, simplesmente. Acredito que todos os sons, gritos e rituais têm um significado, mas eu só pensava no filme O Rei Leão e na música Hakuna Matata… A mente humana tem destas coisas.
Diz que vou voltar brevemente, possivelmente com colegas,
para os Christmas Carols. Como
acontece ao final da tarde, já não corro o risco de apanhar outro escaldão.
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