No seguimento do post anterior, nada como um relato de um jantar verdadeiramente
universal…
Conheci a Sonya em Kirstenbosch, 2 semanas
após a minha chegada: era a tal portuguesa com família em Torres Vedras.
Começámos a sair uma vez por semana, para lanchar, jantar, etc., até à partida
dela para Londres, no início desta semana.
No sábado, tivemos um jantar de despedida, que
estava previsto ser num tailandês. No entanto, o irmão dela conseguiu uma vaga
num restaurante grego, aparentemente bastante concorrido, e lá seguimos nós.
Éramos apenas 5, tão diferentes mas com tantas coisas em comum: eu (tuga), a
Sonya (tuga que cresceu entre Portugal e a África do Sul e trabalha em
Londres), o Jody (sul-africano genuíno), o Roger (irmão da Sonya, mora e
trabalha na Cidade do Cabo) e a Carol (brasileira, na Cidade do Cabo há 10
anos). Tudo isto num restaurante grego.
Mykonos
Taverna é um restaurante grego, muito popular na
Cidade do Cabo, que, no último sábado de cada mês, organiza um jantar/festa
especial, com danças e menu fixo. As entradas estavam excelentes: salada grega,
queijo feta, pita bread, húmus, espetadinhas de frango, uma espécie de
croquetes… tudo isto, bem regadinho com vinho, deixou-nos quase sem vontade
para o prato principal. Vieram então 2 pratos, frango e cordeiro. Como
sobremesa, recebemos na mesa uma travessa com uma selecção de frutas e doces de
ovo e canela.O ambiente é bem acolhedor e muito mediterrânico, com música e poucos pontos de luz. De repente, algumas empregadas juntaram-se num pequeno espaço central e dançaram ao som de músicas tradicionais gregas, cantando ao mesmo tempo. Fizeram-no durante algum tempo, enquanto outros empregados deixavam nas mesas pilhas de pratos. Não estou a exagerar, eram mesmo pilhas: contei 20 pratos, mesmo à minha frente. Confesso que, distraída como sou, pensavam que iam trazer algum bolo para distribuir pelas mesas. Sim, sou tola e não tenho problemas em admiti-lo!!! Estes pratos destinavam-se ao cumprimento de uma bela tradição grega: partir loiça, como sinal de alegria e desapego pelos bens materiais. E foi o que fiz; juntei-me aos restantes e atirei três pratos ao chão. No espaço em que as meninas continuavam a dançar, juntaram-se cacos de todos aqueles que se atreveram a cumprir a tradição, a que, depois, alguém pegou fogo com recurso ao conteúdo de 2 garrafas de J&B.
A única falha foi minha, de não ter tirado
fotografias. Mas não havia ninguém a fazê-lo, apenas o fotógrafo oficial do
restaurante. Se entretanto disponibilizarem algumas fotos, farei o favor de
aqui deixar algumas.
Com isto, lá disseram que era hora de ir para
a discoteca. Oi? São 11h da noite, qual é a discoteca que está aberta? Parece
que, na África do Sul, são todas. E, de facto, quando entrámos já a casa estava
apinhada.A música era um misto de anos 80 e coisas mais recentes: foi excelente berrar ao som do Summer of 69, mas igualmente interessante foi ouvir, pela primeira vez, o Gangnam Style até ao fim... [Não reproduzi qualquer movimento da coreografia; mesmo que a soubesse, não o teria feito!!] Senti-me em casa, ou, para ser mais honesta, parecia que estava na Oura ou em Albufeira velha: tudo a falar inglês, meninas com vestidos curtos a dançar em cima das colunas, meninos com camisolas em bico e copo na mão... Nem faltou o fotógrafo ou o «quefrô», ahah! Fui muito bem tratada e não tive autorização para tirar a carteira da mala, mas fiquei com a ideia de que a única coisa diferente são os preços: a entrada no clube foi R30 (cerca de 2,5€) e, segundo o Roger, as bebidas brancas custam sensivelmente o mesmo... Bela desculpa para os homens pagarem uns copos às meninas!
A night
acabou cedo, claro, mas soube muito bem. Diz que a próxima é o Carnaval
brasileiro, galera!

















