E mais uma vez, rumei a Kirstenbosch, desta vez para (mais) um
piquenique e para assistir aos Christmas
Carols. Às 11h, já o termómetro marcava 30 ºC; o dia prometia.
O parque encheu-se para assistir ao espectáculo, que só começou
às 20h. Antes, 4 jeitosonas em vestidos minúsculos e justos tocaram flauta e violino…
O grupo de brasileiros com quem estava entrou em êxtase, não com a excelência
da música mas com a indumentária das moças. E, discretos como são, toca de
assobiar e atirar bocas. Quem me conhece, pode imaginar as minhas trombas – e pode
calcular a minha vontade de mandar o espírito natalício às urtigas só para
exigir silêncio. Tive de respirar fundo porque estava com os meus colegas brasileiros,
Polyanna e Guillaume, bem mais discretos. Este último, francês por parte do pai
e tendo trabalhado em França, Espanha e Portugal, tem noção da imagem que
alguns brasileiros passam e piscou-me o olho, percebendo tudo. E não era só eu com o meu mau feitio, à volta todos lançavam olhares de reprovação... Como não percebiam a língua, devem ter achado que era uma tribo de algum lugar recôndito, com rituais bizarro. Acabaram por
acalmar, mas nunca deixaram de gritar pelo Corinthians… Confesso que a isto achei
piada porque se fosse o SLB, o Glorioso, eu teria feito algo parecido!Conheci também um casal, descendentes de portugueses. Conversa puxa conversa, perguntam-me de onde sou. Respondi «Lisboa», como sempre, mas quiseram saber com mais detalhe. Lá disse que tinha nascido em Torres Vedras mas que crescera em Sobral de Monte Agraço. Qual não é a minha surpresa quando me dizem que têm família em Matacães (ela) e na Caixaria (ele)... que até gostam de Torres mas que as outras duas terrinhas são muito mortas... Ahah, Oeste rules!!!!!!!
O espectáculo consistia em recriar a noite de Natal, com o
nascimento de Jesus, os Reis Magos, etc., tudo encenado por crianças e adultos,
com leituras e música. Foram 20 músicas tradicionais, que pudemos acompanhar através
dum pequeno livro, tendo culminado com o Silent Night. Já era noite há muito e todos
foram convidados a levantar a «luz» que lhes tinha sido oferecida à entrada e
acompanhar a música. [Tenho vídeos deste momento mas o computador não está a colaborar, sorry!]
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