Pior, há um vídeo
amador a passar nos noticiários. Aparentemente, a polícia sul-africana deteve
um homem de nacionalidade moçambicana, atou-o às traseiras de uma carrinha
oficial e, dessa forma, levou-o (arrastou-o)até à esquadra. Sim, a rastejar
pelo alcatrão, macadame, etc. Horas depois, este homem faleceu.
Independentemente
da hora do dia, do país ou do continente em que estejamos, é uma história repugnante.
Por isso,
custou-me ainda mais ligar o computador e aperceber-me da revolta relativamente
a um comentário da «famosa» AGM/Pipoca. Adoro um bom fait-divers de vez em quando, sou ávida consumidora de blogues
vários (de muitas áreas), mas tento filtrar aquilo que interessa. A sério, se a
tal Sofia fosse uma jovem perfeitamente saudável ou mesmo uma estrela de cinema
estaria meio mundo a criticar a AGM? Não, estaria a rir com ela e a tecer
comentários ainda mais jocosos. Não estou a defender a moça, que nem a conheço
de lado algum, mas não sejamos hipócritas: adoramos falar mal dos outros e não
perdemos uma oportunidade para fazê-lo sempre que ela nos surge à frente do
nariz.
Pior do que o
comentário da AGM/Pipoca em relação à indumentária da Sofia (que me passou ao
lado mas parece que ela até já pediu desculpa), é ver toda uma série de
aspirantes a Pipocas/bloggers/fashionistas ressabiadas a atirar pedras
como se não houvesse amanhã, sem noção da figura ridícula que fazem nos seus
blogues, Instagram, FB e afins, quando comentam as fatiotas dos outros ou
postam fotos dos pezinhos na areia, da camisola nova, da mala nova — de lojas
tipo H & M, Stradivarius, Blanco,
etc., ainda que fosse Chanel! — , do livro que estão a ler (será que lêem
mesmo?), bla bla.
Ah, e reagiram
com 2 dias de atraso, o que diz muito das competências destas meninas para
estar em cima do acontecimento.




