segunda-feira, 29 de abril de 2013

E o amor aconteceu.


— Vanessa...
— Yeah...
  I love you.
— I love you too, Amy.

[...]
— Vanessa, let me pretend I’m driving your car.
— And where do you want to go, Amy?
— I’m going to Portuguese.  
You mean Portugal.
Yes, I’m going to Portuguese.

 
Para os mais curiosos, aqui fica um update da minha vida amorosa. Cinco meses depois, uma menina de 3 anos disse-me I love you. E isso encheu-me o coração...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Step it up!



O sol nasce quase às 7h. Às 18h é quase noite. Não há um ginásio num raio de 15 km. As chuvas estão a chegar. E eu começo a ficar stressada com a falta de exercício. Para além da perda de massa muscular (que ameaça tornar-se em massa gorda), do risco de aumento de peso, é também uma questão de saúde mental. Tenho muitas saudades das minhas aulas de RPM às 7h da matina.
Quando conseguir mudar-me para a cidade, será diferente. No entanto, até lá, vou alinhar num desafio da empresa chamado Step it up: de 20 de Abril a 6 de Setembro, equipas de 7 elementos vão disputar quem acumula maior número de passos; para tal, cada elemento tem de, obrigatoriamente, usar um pedómetro. As colegas já sabem que eu aceito todos os convites e, mal me falaram em exercício, disse logo que sim… independentemente do prémio (cheira-me a um dia de férias ou coisa parecida), sempre é um incentivo para me mexer, nem que seja à chuva.
 
 
Estas são as The Iron Maiden: Ashleigh, Lynley, Karen, Lauren, Tegan, Taren e Vanessa.

Hoje foi o primeiro dia em que andei com o pedómetro à cintura. Apesar de pequenino e de estar escondido, senti-me pirosona, que nem aqueles saloios que andam com o telemóvel à cintura [Desde já as minhas desculpas se algum do vós usa o dito cujo à cintura!].

 


 

A hora de almoço foi passada a caminhar aqui na zona e saí às 17h em ponto, para poder fazer mais uma caminhada rápida antes do anoitecer. O resultado foi bem positivo: tínhamos o objectivo diário de 10 mil passos e já fiz quase 14 mil.

 


A semana, que se avizinha de quase Verão, vai render e vou ter de me aplicar para poder compensar as semanas de chuva… Para além do exercício, vai contribuir para ainda melhores noites de sono e é mais uma forma de conhecer colegas: passei a conhecer a colega com quem caminhei hoje (nem sabia o nome dela) e a partilha de resultados semanais na rede social da empresa (é uma espécie de Facebook, também à escala mundial, mas apenas para os funcionários da empresa) permitirá certamente travar mais conhecimentos!

 


sábado, 20 de abril de 2013

A... what?!


A casa de bonecas onde estou instalada desde Janeiro já tinha uma televisão, daquelas bem antigas, com uma qualidade de imagem bem fraquita e agravada pelo facto de funcionar com uma antena interior. Como não tenho passado muito tempo em casa — eu trabalho, nunca é demais recordar — tem dado para o gasto.
No entanto, a Páscoa de 4 dias, que trouxe consigo o princípio do Outono e as chuvas, foi um grande abre-olhos. Perante a inevitabilidade de começar a ter de passar mais tempo em casa, impunha-se fazer algo. O sinal da antena nunca será perfeito e a qualidade da televisão sul-africana é tal que sinto saudades dos nossos canais públicos, mas ver filmes e séries num aparelho mais moderno torna a coisa mais agradável (isso de ver no computador é para a malta nova e eu já passo o dia todo em frente ao portátil).

Andei uns dias a ver modelos e a comparar preços. Recentemente, uma pessoa de Portugal chamou-me forreta… no entanto, quem me conhece bem, e principalmente os meus pais, sabe que sou um pouquinho agarrada, sim, mas poupada e cautelosa nos meus «investimentos». Como é tudo importado, os preços são ligeiramente superiores ao que estamos habituados, mas a diferença de preços entre 23 e 32 polegadas é tão reduzida que achei que mais valia ir para este último. E se vou estar aqui durante 2 anos, num país onde chove tanto…
Lá aproveitei uma promoção da loja e avancei para a compra da dita cuja, até que o funcionário me pede a TV license. A… what? Não é mais do que mais uma forma de o Zuma tirar dinheiro ao povinho, mas o jovem lá explicou que é obrigatória uma licença de TV, licença essa que pode ser adquirida nos correios cá do sítio. Custa R 250 e deve ser renovada anualmente, claro… São pouco mais de 20 euros; não é muito mas num país com 50 milhões de habitantes…

 

 


Estamos em África — as coisas ainda seguem por fax, os sistemas informáticos do Estado vão abaixo — por isso ainda demorou um par de dias a obter o documento.
Mas esta jeitosa já cá mora…

 


Se algum de vós quiser ser meu amiguinho, daqueles do coração, aceito filmes e séries à vossa escolha, de preferência numa pen… Eu depois aviso quando for a Portugal J

quarta-feira, 17 de abril de 2013

É o fim do mundo, senhores.


Parece que daqui a uns dias o sol vai reaparecer, mas neste momento eu preciso é de uma destas. Há muito tempo que eu não via tanta chuva.

E dizem que o Inverno é assim, por estas bancas...

sábado, 13 de abril de 2013

A Páscoa é quando um homem quiser



Mesmo que seja outono e estejam 31 graus lá fora... Amêndoas de chocolate made in Portugal!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tenho frio.



Isto sou eu ontem à noite. Hoje vou à loja dos chineses-que-não-é-chinesa-mas-que-cheira-ao-mesmo arranjar um pijama polar, um roupão polar e o que mais houver.

O frio (ainda) não é polar mas eu não sabia o que eram temperaturas abaixo dos 20º há quase 5 meses.

E para quem me pergunta quando é que eu vou de férias à Tugalândia, bom, a resposta é «Assim que possível!». E levo a mala vazia para trazer todo o arsenal polar que tenho na barraca da Amadora.

domingo, 7 de abril de 2013

Aromas e sabores da nossa terra



Em vez da feijoada brasileira que estava programada, o aniversário do Guillaume foi comemorado com um jantar um restaurante em Cape Town. E, entre centenas de restaurantes que há nesta cidade, qual foi a escolha? Um português, está claro. Toni’s on Kloof é o mais aproximado que se pode ter de um verdadeiro restaurante português, com clara influência moçambicana.
Como fui a primeira a chegar — contradizendo tudo o que aqui dizem acerca de os tugas chegarem sempre atrasados — pude apreciar um pouco do ambiente e quase se me escapou uma lagrimita… A música de fundo era fado (alguns locais olharam-me de lado porque acompanhei a Mariza no Rosa Branca), e de onde eu estava sentada via bandeiras de Portugal, um galo de Barcelos… e um galhardete do SLB!


Vê-se mal mas está lá ao fundo!

A ementa contém principalmente pratos portugueses: caldo verde, chouriço assado, rissóis de camarão, bitoque, espetada, bife à portuguesa, frango assado, feijoada, bacalhau, arroz de marisco… Nada mau! Para beber, de destacar a Super Bock e vinhos como Casal Garcia.
 

 

O restaurante estava completamente cheio e creio que muito se deve à qualidade da comida: não é como a comida da mãe mas tudo o que comemos estava delicioso!

Apesar de sermos apenas 10, o grupo era, uma vez mais, misto: 1 moçambicano, 1 franco-brasileiro, 2 portugueses, 6 brasileiros. Com tanta gente a falar português, o famoso Toni veio até à nossa mesa (conhecia o Ruben e 2 brasileiros) e não resisti a meter conversa. Lá fiquei a saber que cresceu em Moçambique, andou em escolas de Ressano Garcia e Lourenço Marques (tal como a minha mãe, também não diz Maputo!), viveu em Portugal e está em Cape Town há 12 anos. Vai regularmente a Portugal e é de lá que vêm a maioria dos produtos.

Os sul-africanos têm horários diferentes, como já abordei aqui, mas comportámo-nos como bons portugueses: fomos os últimos a sair do restaurante, já passava muito da meia-noite.

Mais do que fotos — que ficaram mal pela falta de luz e porque o tlm é fraquito — podem ver o site do restaurante, aqui.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Uma questão de sotaques



Quatro meses depois, ainda luto para perceber algumas pessoas, especialmente aquelas para quem o inglês não é claramente a primeira língua. Não estou a dar desculpas: num país com perto de 50 milhões de habitantes, a lingua franca é o inglês mas existem mais de 10 línguas nativas. Os números são esclarecedores e falam por si:

isiZulu 23,8%
isiXhosa 17,6%
Afrikaans 13,3%
Sepedi 9,4%
Inglês 8,2%
Setswana 8,2%
Sesotho 7,9%
Xitsonga 4,4%
siSwati 2,75%
Tshivenda 2,3%
isiNdebele 1,6%

Outras 0,5%

A província de Western Cape, cuja capital é a Cidade do Cabo, tem 3 línguas principais: afrikaans (55,3%), isiXhosa (23,7%) e inglês (19,3%). Claro que tudo está em inglês (e afrikaans), mas não é um inglês claro e 100% perceptível à primeira. Como disse, depende de quem nos aparecer à frente!
Não me parece que haja um sotaque standard, acho que há vários sotaques e nenhum me agrada em particular, sou sincera — talvez pela influência do inglês americano e do inglês britânico.
No início, fui bastante elogiada pela clareza com que me expresso e por um ligeiro british accent… fiquei inchadíssima. Mas hoje… Oh, my word!, uma colega disse-me que eu estava a ficar com sotaque sul-africano e que até o pouco afrikaans que aprendi era bem local.

Pouco tempo antes de vir para a África do Sul, o Nuno Q. gozou comigo, dizendo que eu ia ficar com um inglês esquisito, marcado pelo sotaque algo sui generis daqui. Na altura, fiquei horrorizada e disse logo que não iria permitir-me a isso mas… «pela boca morre o peixe», não é verdade?

 


quarta-feira, 3 de abril de 2013

A Páscoa passou-se bem, obrigada!

Com vento, alguma chuva... Com a montanha a desaparecer...


 
 
Sem amêndoas mas com chocolatinhos, marshmallow eggs e hot cross buns...
 



 
 
Mimos da Poppy...
 


E um almoço de domingo com a família da Fatima, mais uma vez, beeeeeem regadinho!

Acima de tudo, 4 dias de puro descanso e convívio. Soube muito, mas muito bem!
 
 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Poly's Baby Shower



 
E mal cheguei de Maputo, tive apenas tempo para umas parcas horas de sono antes do baby shower da Poly e do Erick, que andava a ser preparado em segredo há já algumas semanas!
O convite falava em high tea no Mount Nelson Hotel e as minhas colegas de trabalho só disseram «Vanessa, we must go! It’s worth the money! And you can’t leave Cape Town without this experience!»

Havia também uma lista de presentes numa das lojas da cadeia Baby City, uma espécie de Toys r’Us para mamãs e bebés. O presente devia ir identificado não com o nosso nome mas com uma foto de bebé J


 
 
Cheguei ao hotel um pouco mais cedo e ainda ajudei na decoração.
 






As convidadas foram aparecendo e, pouco depois da hora marcada, aparece a Polyanna, pela mão do Guillaume, cúmplice de toda a história, claro! Foi uma bela surpresa e, com as hormonas do avesso, ainda deitou umas lagrimitas…
O espaço fala por si, não são necessárias grandes descrições. A entrada é de outro mundo (nestes 3 meses, pensava que era um museu ou um edifício do Governo) e todos os interiores são de babar...








Apesar de todos os jogos planeados pela Carol, conseguimos manter a postura sem perturbamos os demais presentes no salão!
 
 

 

 
A desgraceira - I

 
A desgraceira - II


Os balões eram os nossos bebés - foi-nos pedido para encher, desenhar uma cara e colocar uma fralda. Aqui está o meu baby ao lado do «Miguel», de amarelo. O meu ficou sem nome, coitadito.

 
Outro dos jogos foi adivinhar a medida da barriga da Poly!

 
Aqui estamos nós com as barrigas...

 
Titia Vanessa falando com o Erick, em 3 línguas: português, inglês e francês!

 
A Denise, para além de simpatiquíssima, é uma excelente fotógrafa. Como se vê, faz milagres...