Hoje, no escritório, uma colega perguntou-me «Are you OK, Vanessa?» e eu desatei a
chorar.
Na sexta-feira passada, essa minha colega, com quem estou
todos os dias, apresentou a sua demissão e vai embora no final de Setembro: fui
das pessoas que mais força lhe deu, apoiei-a na decisão, mas na hora da verdade…
fiquei muito triste. Foi a pessoa que mais me ajudou, que mais me aturou, que
mais me ouviu refilar, com quem mais gargalhadas dei e com quem mais copos de
vinho bebi (para não dizer garrafas).
No sábado, um jantar que aguardava com alguma ansiedade não
teve lugar. Fiquei tão piursa que nem me apeteceu beber um copito de vinho para
descontrair.
Na segunda-feira, o calendário e a Edite Costa relembraram-me
que seria o aniversário da Maria Augusta. Hoje, é o aniversário do meu pai.
Se estivesse em Portugal, não iria estar com nenhum dos dois
(o meu pai anda a passear a esposa pelos caminhos de Portugal e Espanha). Mas
acordei angustiada e quando recebo um email do meu pai, a agradecer a minha
mensagem, foi mais forte do que eu. Bastou uma pergunta da minha colega e fui-me
abaixo.
Não houve um minuto sequer em que me tivesse arrependido de
ter embarcado nesta aventura, mas não é fácil, especialmente nestes momentos. Por
muitas estratégias que tenhamos, por muito que nos protejamos, no fim, o
coração denuncia-nos sempre. E que posso eu fazer? Ter vergonha, fingir que não
aconteceu, atribuir outras razões a esta «fraqueza»?
Não, nunca. É bom ter saudades. É sinal que a alma está
viva, que o coração bate e continua a ter razões para bater. É prova de que há
amor. E enquanto houver tudo isto, não há razão para esconder estas lágrimas,
de ninguém.
Beijoka! força
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