terça-feira, 20 de agosto de 2013

Just one of those moments


Hoje, no escritório, uma colega perguntou-me «Are you OK, Vanessa?» e eu desatei a chorar.
Na sexta-feira passada, essa minha colega, com quem estou todos os dias, apresentou a sua demissão e vai embora no final de Setembro: fui das pessoas que mais força lhe deu, apoiei-a na decisão, mas na hora da verdade… fiquei muito triste. Foi a pessoa que mais me ajudou, que mais me aturou, que mais me ouviu refilar, com quem mais gargalhadas dei e com quem mais copos de vinho bebi (para não dizer garrafas).

No sábado, um jantar que aguardava com alguma ansiedade não teve lugar. Fiquei tão piursa que nem me apeteceu beber um copito de vinho para descontrair.
Na segunda-feira, o calendário e a Edite Costa relembraram-me que seria o aniversário da Maria Augusta. Hoje, é o aniversário do meu pai.

Se estivesse em Portugal, não iria estar com nenhum dos dois (o meu pai anda a passear a esposa pelos caminhos de Portugal e Espanha). Mas acordei angustiada e quando recebo um email do meu pai, a agradecer a minha mensagem, foi mais forte do que eu. Bastou uma pergunta da minha colega e fui-me abaixo.
Não houve um minuto sequer em que me tivesse arrependido de ter embarcado nesta aventura, mas não é fácil, especialmente nestes momentos. Por muitas estratégias que tenhamos, por muito que nos protejamos, no fim, o coração denuncia-nos sempre. E que posso eu fazer? Ter vergonha, fingir que não aconteceu, atribuir outras razões a esta «fraqueza»?

Não, nunca. É bom ter saudades. É sinal que a alma está viva, que o coração bate e continua a ter razões para bater. É prova de que há amor. E enquanto houver tudo isto, não há razão para esconder estas lágrimas, de ninguém.
 
 

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