segunda-feira, 6 de maio de 2013

Férias? Um dia, talvez.



«E quando é que vens de férias a Portugal?» deve ser a pergunta que mais ouvi desde que cheguei à Cidade do Cabo.

Apesar de pensar nisso os dias, desde há umas semanas para cá, não sei quando poderei ter férias. E esta incerteza deriva de várias questões:

1 – O visto de trabalho. Caso o documento definitivo não chegue nos próximos dias, irei a Portugal daqui a 3 semanas, numas férias antecipadas/forçadas. Não é o ideal em termos de trabalho, mas seria excelente para trazer as roupas de Outono/Inverno. E aposto que a Mariana ia gostar da surpresa no seu 7.º aniversário!

2 – Trabalho. Sim, porque vim para trabalhar e o mercado escolar rege-se por calendários, mais do que qualquer área do mundo editorial. Tenho a agenda cheia até ao final de Junho, numa primeira fase, e previsão de mais trabalho até ao final de Setembro. Ir a Portugal com trabalho atrás não me parece exequível. Já basta a perspectiva de não ter tempo suficiente para ver todos os amigos e familiares, dar um mergulho em Santa Eulália, ver a família de Castelo Branco...

3 – O aniversário da Ema. A modos que sempre foi a data escolhida para ir a Portugal mas não sei se a agenda de trabalho me permite…

4 – A agenda social. Um festival na 1.ª quinzena de Junho na Cidade do Cabo, uma dupla e mega festa de aniversário na 1.ª quinzena de Julho aqui na zona, um casamento em Paris na segunda quinzena de Julho. E todos os aniversários em Portugal… Believe ir or not, os dilemas de Portugal perseguiram-me até à África do Sul: será que consigo estar em tudo?

5 – Dias de férias. Pelo que me dizem, sou uma privilegiada por, neste país, ter direito a 20 dias úteis de férias. Mais do que suficiente se estivesse em Portugal, mas cada viagem dura 24 horas (2 dias, na prática); se não conseguir arranjar voos ao fim-de-semana, são 4 dias de férias só para andar de avião…


É muito bonito enchermos o Facebook de frases sobre a beleza do inesperado, viver o momento, as pequenas surpresas da vida, bla bla. Muito bonito, sim senhora. Mas a vida real (pelo menos a minha) não se assemelha aos filmes lamechas em que a protagonista acorda e decide que quer viajar, bastando para isso meter uns trapitos numa mala e rumar ao aeroporto porque sabe que encontrará lugar num voo qualquer. Estas coisas precisam de ser planeadas… e se querem receber presentes, é bom que concordem comigo (porque ainda não comprei um único presente, nem para a princesa/cabrita/caganita)!

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