Passa das 18:00 e sento-me no sofá, a pensar no dia de amanhã, principalmente na reunião das 9:00. E penso que, apesar de tudo, não foi um dia assim tão mau e que o melhor é guardar «aquele» copo de vinho para outra ocasião. [Para mim, o vinho bebe-se em ocasiões festivas mas também como antídoto para momentos maus, em que só queres sentir menos o peso das preocupações.]
E pouco depois das 19:00, quase a rumar ao duche quentinho que antecede o pijama aconchegante e a sessão de emails nocturna, o telefone toca. E percebo que não devolvi a chamada à pessoa que me esteve a ligar desde as 7:58.
Atendo, porque a pessoa não tem culpa do meu dia ou do meu esquecimento. E aguento estoicamente. O cliente não tem sempre razão mas a voz do outro lado só trazia verdades quase absolutas.
E após o telefonema, percebo que não se deve cantar vitória antes de se ir para a cama. E o vinho que restava na garrafa é deitado no copo.
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