Se a manhã começou calma, o resto do dia trouxe aquilo que é a normalidade num processo eleitoral em território africano e, neste caso em particular, em Moçambique.
Os tumultos aconteceram principalmente no Norte, com lançamento de pedras, tiros e gás lacrimógenio lançado pela polícia. Algumas mesas de votos abriram tarde; outras encerraram já depois da hora. Descobriram-se urnas já com votos dentro - e, curiosamente, todos os boletins com a devida cruz no candidato da Frelimo. Enfim, o normal num país africano que vive em democracia (leia-se isto com muuuuuita ironia).
Os resultados oficiais ainda não estão disponíveis mas a vitória da Frelimo é clara, tanto nas presidenciais como nas legislativas. A Renamo, claro, já emitiu um comunicado a contestar os resultados e o próprio acto eleitoral mas, atenção, não irá reagir com recurso à violência. Veremos.
Uma palavra que se ouviu bastante durante a campanha eleitoral - e por parte de todas as candidaturas - foi «mudança». Mas só mudará o nome de quem assina como Presidente. Pouco mais.
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