quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eleições Gerais em Moçambique - as 3 primeiras horas

Há semanas que não se fala de outra coisa: eleições em Outubro. Que o país pára, que é uma semana de festividades, etc etc.
A verdade é que, quando cheguei a Maputo há apenas uma semana, era visível o reforço da campanha por parte da Frelimo: mais cartazes; bandeiras; automóveis com autocolantes, cartazes e mais bandeiras; pessoas com bonés, t-shirts e capulanas alusivas ao partido e ao seu candidato. Mas, e os outros partidos?
No resto do país, não sei. Mas em Maputo vê-se alguma coisa do MDM (alguns cartazes e, esporadicamente, viaturas com autocolantes e bandeiras) e nada da Frelimo. 
Sem querer fazer reflexõess políticas, isto diz muito da democracia em Moçambique.

O dia acordou com muito silêncio. Apesar de as urnas terem aberto às 7:00, não vi grande agitação na rua até às 9:00.

Na televisão, emitiram em directo os principais candidatos - e o actual Presidente - no momento de voto. Com tanta gente «importante» na rua, justificam-se as sirenes.
[Quando o Presidente se desloca na cidade, para além da normal comitiva de viaturas pretas (Mercedes e afins), seguem 1001 motas de policia, uma ambulância e um carro de bombeiros. Welcome to Africa.]

Quando o café em frente a casa finalmente abriu, lá segui para a minha dose de cafeína matinal. Na esplanada, falava-se de eleições e um português na mesa do lado dizia «As pessoas com quem falo falam em mudança. E diz-se que 1 em cada 10 vai votar MDM. Mas lá para o Norte será mais complicado.»

Sim, todos querem mudança, mas não tenho a menor dúvida de que o partido vencedor será a Frelimo. Mudança? Só muda o nome de quem assina; o resto será igual. Mas logo veremos.

Sem comentários:

Enviar um comentário