quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A saga do fruit cake


 
 Um mês depois de abandonar Sobral de Monte Agraço rumo à Cidade do Cabo, a «piquena» chegou!
Ao que parece, chegou pouco tempo depois. Mas os senhores da Alfândega decidiram abrir a caixa… E tudo isto na segunda quinzena de Dezembro, em que, para além das férias do Natal, há 4 feriados! Uns dias depois, enviam uma carta a dar conta que a dita cuja ficou «presa» e que preciso de contactá-los. Pelo telefone, dizem-me que posso ser considerada traficante caso não apresente comprovativo de compra de tudo o que consta na encomenda. Seguindo os conselhos de uma pessoa mais velha, bati o pé e respondi: «Não lhe arranjo qualquer carta de Portugal, nem vale a pena insistir. Posso, sim, enviar recibos e cópia não certificada do passaporte. Mais nada.» Lá enviei a papelada toda, sempre com um sorriso nos lábios e um pensamento presente: Quero ver de que serve a porcaria dos papéis em português! Até podem ser falsos! Passam os dias e nada… Hoje telefonei novamente e, depois de ter sido reencaminhada para a secção internacional, recebo a bela notícia de que a encomenda já pode ser recolhida na estação de correios do Howard Centre, mesmo em frente ao escritório. 13:30, 38 ºC e eu com uma caixa de cartão cheia de fita autocolante nos braços.

Horas depois, já em casa, dediquei-me à exploração do conteúdo da encomenda…




Está tudo comestível. Nunca pensei que bolo-rei e uma fatia de queijo de Nisa soubessem tão bem no pico do Verão! Obrigada, papá e mamã, pela bela surpresa que, acima de tudo, vinha embrulhada com muito amor e carinho!


Mas se eu amanhã estiver de diarreia, já sabem a que se deve, ahah! Embora, como diz a minha «avó» Lisete, «uma caganeira de vez em quando não faz mal a ninguém, até serve para limpar os canos!» Mai nada!

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