Algum dia teria de acontecer. Estar longe, muito longe, e receber a notícia de um falecimento.
Eu estava entre a caótica repartição de finanças da cidade de Maputo, o almoço, um telefonema de trabalho e a visita a um cliente. Não consegui conter as lágrimas, tive de desligar o telefone porque não conseguia falar, e apanhar um taxi para casa - porque não tive energia para mais. Costumo ser mais forte perante estas situações - principalmente desde há 3 anos - mas pesou o facto de estar sozinha, sem qualquer tipo de apoio emocional e físico.
Este era o momento para fazer uma homenagem, debitar um belo texto sobre a pessoa e como marcou o (meu) mundo. Mas, para já, isso fica comigo.
O meu avô - o único que ainda era vivo - faleceu esta manhã, depois do pequeno-almoço, enquanto descansava/dormitava. O coração parou, simplesmente. Se é que me é permitido dizê-lo, não deve haver melhor forma de morrer.
Tu bem dizias que já tinhas cumprido a tua missão e já era hora de partir. Cheers, grandpa.
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