As coisas aqui pelo estaminé têm andando meio paradas, bem
sei, mas nem sempre há disposição/tempo/assunto. Quando vim para a África do
Sul, decidi que tinha de viver e aproveitar a experiência da melhor forma
possível, mesmo que isso implicasse estar ausente da «vida virtual». O facto de
o emprego exigir muitas horas em frente ao computador também não ajuda: já pus
o trabalho à frente da vida social (não vale a pena, está no meu ADN); além
disso, há dias em que chego a casa sem qualquer vontade de pegar no portátil.
Mas há que fazer um esforço… Não sou blogger profissional
mas este cantinho tem sido uma experiência para lá de boa.
Há umas semaninhas, aderi ao desafio lançado pela empresa de
participar na caminhada Blisters for
Bread 2013 (qualquer coisa como «Bolhas por pão»). À semelhança de provas
idênticas organizadas em Portugal e um pouco por todo o mundo, esta tratou-se
de uma caminhada solidária sob o lema You
Can’t Teach a Hungry Child. Uma oportunidade para fazer uma bonita
caminhada pela cidade, ajudando uma bela causa: o valor das inscrições foi
direitinho para um programa que trabalha no sentido de garantir que as crianças
mais necessitadas do Western Cape começam cada dia de aulas com algum alimento
no estômago. A empresa tratou de tudo, desde as inscrições às t-shirts, bonés,
bandeiras, alimento. Na sexta-feira antes recebemos o pacote com toda a
informação e decidimos que o sábado seria sossegadinho (entenda-se, sem saídas
e sem álcool) para estarmos fresquinhos no domingo. Eu inscrevi-me na prova dos
15 km, com outros 10 colegas. Os restantes elementos da equipa Pearson (total
de 115!) fizeram 10 ou 5km.
Estando em África, estas coisas acontecem cedinho… pelas 7h
e pouco de domingo já eu estava junto ao estádio de Cape Town, em Green Point
(que devem ter visto na TV, por altura do Mundial de 2010, e recinto que
costuma receber os grandes artistas internacionais). Mesmo para os 15 km, eram
centenas de pessoas… fiquei mesmo impressionada!
Em pleno Inverno, fomos presenteados com um magnífico dia de
Verão (as temperaturas rondaram os 20 e muitos graus), o que ajudou bastante.
Devo dizer que, para um evento desta dimensão, a organização foi quase perfeita…
nada a apontar. Muitos voluntários a indicar o caminho, pessoal a puxar pelos
malucos que se atreveram a fazer a prova em ritmo de «corrida», postos de
abastecimento com água, coca-cola, gomas. O percurso já eu conhecia — Green
Point / Three Anchor Bay / Sea Point / Bantry Bay / Clifton — pois costumo
fazer parte do mesmo nos fins-de-semana, sempre que o tempo o permite.
A Lynley, a Taren e eu conseguimos fazer os 15 km em cerca
de 2 horas (era tanta gente que por vezes se tornava difícil caminhar num ritmo
mais acelerado) e terminámos ao mesmo tempo que o resto do «nosso» grupinho,
que optou pelos 10 km. No final, lá fomos encher o bandulho com uma bela
shoarma, oferta da empresa.
Aqui estão algumas fotos da coisa…
A bela da t-shirt corporativa
Pormenor da vista - que partilhei no Facebook
Shoarma às 11h e pouco da manhã - só na África do Sul
O «cantinho» da família Pearson - causámos impacto!
Juntinho ao estádio - com imensos espaços para comer, beber, e até música ao vivo
A Lauren e a Ashleigh
Descaradamente roubado da rede social da empresa
As crianças Pearson
E depois da shoarma, a Lauren lembrou-se que aquilo tinha
marchado bem com uma cerveja. E eu lá sugeri que podíamos ir até à Waterfront e
abancar numa esplanada… ora bem! Ao som dos avisos da Ashleigh (Vejam lá o que
bebem! Vanessa, toma conta da Lauren! Portem-se bem!), lá segui com a Lauren e
a Tegan para a Waterfront. E correu tão bem que ficámos mais de 6 horas
sentadas na esplanada, indiferentes ao facto de estarmos com trajes desportivos,
num local cheio de gente gira.
Pure BLISS.
Houve medalhas para todos os participantes - mais uma para a colecção!









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