quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Blisters for Bread 2013



As coisas aqui pelo estaminé têm andando meio paradas, bem sei, mas nem sempre há disposição/tempo/assunto. Quando vim para a África do Sul, decidi que tinha de viver e aproveitar a experiência da melhor forma possível, mesmo que isso implicasse estar ausente da «vida virtual». O facto de o emprego exigir muitas horas em frente ao computador também não ajuda: já pus o trabalho à frente da vida social (não vale a pena, está no meu ADN); além disso, há dias em que chego a casa sem qualquer vontade de pegar no portátil.

Mas há que fazer um esforço… Não sou blogger profissional mas este cantinho tem sido uma experiência para lá de boa.

Há umas semaninhas, aderi ao desafio lançado pela empresa de participar na caminhada Blisters for Bread 2013 (qualquer coisa como «Bolhas por pão»). À semelhança de provas idênticas organizadas em Portugal e um pouco por todo o mundo, esta tratou-se de uma caminhada solidária sob o lema You Can’t Teach a Hungry Child. Uma oportunidade para fazer uma bonita caminhada pela cidade, ajudando uma bela causa: o valor das inscrições foi direitinho para um programa que trabalha no sentido de garantir que as crianças mais necessitadas do Western Cape começam cada dia de aulas com algum alimento no estômago. A empresa tratou de tudo, desde as inscrições às t-shirts, bonés, bandeiras, alimento. Na sexta-feira antes recebemos o pacote com toda a informação e decidimos que o sábado seria sossegadinho (entenda-se, sem saídas e sem álcool) para estarmos fresquinhos no domingo. Eu inscrevi-me na prova dos 15 km, com outros 10 colegas. Os restantes elementos da equipa Pearson (total de 115!) fizeram 10 ou 5km.

Estando em África, estas coisas acontecem cedinho… pelas 7h e pouco de domingo já eu estava junto ao estádio de Cape Town, em Green Point (que devem ter visto na TV, por altura do Mundial de 2010, e recinto que costuma receber os grandes artistas internacionais). Mesmo para os 15 km, eram centenas de pessoas… fiquei mesmo impressionada!

Em pleno Inverno, fomos presenteados com um magnífico dia de Verão (as temperaturas rondaram os 20 e muitos graus), o que ajudou bastante. Devo dizer que, para um evento desta dimensão, a organização foi quase perfeita… nada a apontar. Muitos voluntários a indicar o caminho, pessoal a puxar pelos malucos que se atreveram a fazer a prova em ritmo de «corrida», postos de abastecimento com água, coca-cola, gomas. O percurso já eu conhecia — Green Point / Three Anchor Bay / Sea Point / Bantry Bay / Clifton — pois costumo fazer parte do mesmo nos fins-de-semana, sempre que o tempo o permite.

A Lynley, a Taren e eu conseguimos fazer os 15 km em cerca de 2 horas (era tanta gente que por vezes se tornava difícil caminhar num ritmo mais acelerado) e terminámos ao mesmo tempo que o resto do «nosso» grupinho, que optou pelos 10 km. No final, lá fomos encher o bandulho com uma bela shoarma, oferta da empresa.

Aqui estão algumas fotos da coisa…
 
 
A bela da t-shirt corporativa
 
 

 
Pormenor da vista - que partilhei no Facebook
 
 

 
Shoarma às 11h e pouco da manhã - só na África do Sul
 
 

 
O «cantinho» da família Pearson - causámos impacto!
 
 

 
Juntinho ao estádio - com imensos espaços para comer, beber, e até música ao vivo
 
 

 
A Lauren e a Ashleigh
 
 

 
Descaradamente roubado da rede social da empresa
 
 

 
As crianças Pearson
 

 

E depois da shoarma, a Lauren lembrou-se que aquilo tinha marchado bem com uma cerveja. E eu lá sugeri que podíamos ir até à Waterfront e abancar numa esplanada… ora bem! Ao som dos avisos da Ashleigh (Vejam lá o que bebem! Vanessa, toma conta da Lauren! Portem-se bem!), lá segui com a Lauren e a Tegan para a Waterfront. E correu tão bem que ficámos mais de 6 horas sentadas na esplanada, indiferentes ao facto de estarmos com trajes desportivos, num local cheio de gente gira.
 
 
Pure BLISS.
 
 
Houve medalhas para todos os participantes - mais uma para a colecção!
 

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