quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nunca digas que nunca


Um dos hábitos locais que mais me incomodou quando cheguei à África do Sul foi a forma como as pessoas se cumprimentam, especialmente os Africânders (ou Afrikaans): o beijo na boca. Sou pessoa que respeita os hábitos e costumes dos diferentes países e culturas, e este não é excepção, mas incomodou-me.

Incomodou-me e ainda me incomoda, dois anos volvidos. Tenho-me safado sempre com os abraços, que também é coisa de que se gosta muito por estas bandas, mas agora... A verdade é que muitos dos meus colegas e amigos sul-africanos esquecem frequentemente que sou estrangeira – e, logo, não partilho os mesmos costumes – e cumprimentam-me com o tal beijo nos lábios. E como passei o Natal e o Ano Novo por aqui, bem, foi uma festa!

Eu, que sou pessoas comprovadamente pouco dada a manifestações afectivas para com adultos da mesma espécie com recurso ao toque, estou rendida aos abraços e alguns beijos nos lábios.

Se isto não é vestir a camisola, não sei o que será. Sou uma vendida.
 
 
 

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