quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estado em que se encontra esta cabeça (ou o que resta dela)


Ando a ver demasiada televisão…
Recebo um pedido de «amizade» via LinkedIn. O nome é claramente árabe. Observo a fotografia: nunca o vi mais gordo. Contactos em comum: zero. Começo a estranhar e a fazer filmes na cabeça. Ponho-me a explorar o perfil da pessoa: nome árabe, fala chinês e trabalha em Singapura, na área da informática. Só pode ser terrorista e está a tentar estabelecer contactos em África, para futuras acções terroristas. Juro que foi isto que pensei. Abandono, aos poucos, o registo bipolar/paranóico, e racionalizo a situação: ver a temporada 2 de Homeland (Segurança Nacional) num dia pode não ter sido uma coisa muito inteligente. Está na hora de começar a separar a vida real da ficção.

 
Hipocondria ou amnésia. Ou nenhuma das duas.
Meio da tarde de quarta-feira. Apesar de ser inverno, está um calor pavoroso na sala de trabalho. Recebo a notícia do visto e sinto uma pontada na barriga. OK, são nervos. A dor agudiza-se. Tiro uma barrita da gaveta, abro o invólucro e dou uma dentada; esqueço-me do resto. A dor continua e eu decido googlar… dores abdominais no lado direito, vesícula, pâncreas, fígado. Raios, mas o vinho sabe bem! Pesquiso causas, possíveis diagnósticos, possíveis curas. Afigura-se-me o fim do mundo. São quase 19h e vou para casa. Ligo o portátil e continuo a pesquisar. As dores persistem e tenho de me deitar no sofá. Vejo as horas e concluo que o melhor é comer qualquer coisa. A sopa sabe bem e como com vontade. Olho para o prato e tento recordar-me do que foi o meu almoço. Hmmm, e o que foi o lanche? Resumo: caneca de café com leite e torrada às 7h, 1 iogurte magro e metade de uma sande nem sei a que horas, uma dentada numa barrita a meio da tarde, praí um litro de café durante o dia. O teu mal é fome, Vanessa, foi uma sorte não teres desmaiado!
Em 33 anos, acho que foi a primeira vez que me esqueci de comer.

 
A gota de água
Nota prévia: apesar de morar ao pé do escritório, tenho levado o carro para não ter de fazer a caminhada até casa às escuras e sob chuva torrencial (anoitece antes das 18h e eu tenho ficado até beeeeem tarde).
Saio do escritório, já noite, e inspiro ar puro. Começo a pensar nas férias e na Ema enquanto vou para casa. E em bolas de Berlim e pimentos (eu sou estranha, eu sei). Chego a casa e apercebo-me de que vim a pé e me esqueci do carro no escritório. Largo a mala e o computador na cama e dou uma corridinha até ao carro. Chegada ao pé do carro, percebo que deixei a chave na mala… que ficou em casa. Dou nova corrida até casa e decido que posso arriscar deixar o carro por uma noite.


E as calinadas no trabalho têm sido mais do que muitas, sinto vergonha só de pensar nisso.

É muito cansaço, mas vai valer a pena ir 2 semanas a Portugal, sem trabalho.

Sem comentários:

Enviar um comentário