quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um Carnaval brasileiro em Cape Town vivido por uma portuguesa


 
Já todos viram as fotografias do Carnaval, mas não podia deixar de partilhar esse momento também aqui no blogue.
Foi no restaurante grego que a Carolina me falou na festinha que a comunidade brasileira ia organizar pelo Carnaval. Confesso que nem ouvi pormenores: por defeito de quem vive o Carnaval de Torres Vedras, a minha cabeça começou logo a trabalhar por causa da máscara. Mesmo num país que não vive nem comemora o nosso Carnaval, eu não podia deixar de me mascarar.

Indicaram-me uma loja que aluga fatos mas, credo!, uma rapariga de Torres Vedras não aluga máscaras!!! Propus-me a ir a uma loja de festas, o único sítio onde me disseram poder haver alguma coisa…
A única máscara completa era de mulher-polícia, coisa que não faz o meu género. Pus-me então a mexer nas fatiotas de crianças e nos acessórios, e o disfarce de pirata começou a compor-se na minha mente. Lá comprei os acessórios (como era de criança, o chapéu não me servia), juntei um lenço, uns corsários pretos e uma t-shirt às riscas e fiz figas para que o conjunto resultasse J Experimentei tudo em casa e fiquei satisfeita — com a vantagem de ter um outfit normal se tirasse o lenço, a pala e a espada!

Claro que não havia muitos mascarados, mas eu estava nas nuvens! Música brasileira, gente gira, boa companhia… só o calor extremo me lembrava que não estava em Torres Vedras! Como foi falado no Facebook, foi um Carnaval muito atípico sem chuva, frio, 1001 camisolas e 37 collants!
O espaço estava apinhado de gente de várias nacionalidades. Conheci um capetoniano, o Leonard, que me disse estar fascinado só de olhar para nós, brasileiros e tuga(s): «Quem me dera perceber o que cantam, deve ser fantástico, a vossa expressão de felicidade é incomparável!»



Acabei por ganhar uns prémios, que compensaram — e muito! — os tostões que gastei na máscara: um porta-chaves do Corcovado, um escapulário e uma massagem de 60 minutos (corpo inteiro)… nada mau, hein!
 
 

Houve ainda uma actuação de um grupo de batuques e fiquei com o Guillaume, a Polyanna e o Erick junto de uma janela até não aguentar mais o calor.
 
 

Não foi a mesma coisa sem as minhas gajas, sem as nossas máscaras malucas, sem o frio, a chuva e as matrafonas, mas foi o possível. Ah, caramba, e mostrei aos capetonianos como se comemora o Carnaval em Portugal!

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