Já todos viram as fotografias do Carnaval, mas
não podia deixar de partilhar esse momento também aqui no blogue.
Foi no restaurante grego que a Carolina me
falou na festinha que a comunidade brasileira ia organizar pelo Carnaval.
Confesso que nem ouvi pormenores: por defeito de quem vive o Carnaval de Torres
Vedras, a minha cabeça começou logo a trabalhar por causa da máscara. Mesmo num
país que não vive nem comemora o nosso Carnaval, eu não podia deixar de me
mascarar.
Indicaram-me uma loja que aluga fatos mas,
credo!, uma rapariga de Torres Vedras não aluga máscaras!!! Propus-me a ir a
uma loja de festas, o único sítio onde me disseram poder haver alguma coisa…
A única máscara completa era de
mulher-polícia, coisa que não faz o meu género. Pus-me então a mexer nas
fatiotas de crianças e nos acessórios, e o disfarce de pirata começou a
compor-se na minha mente. Lá comprei os acessórios (como era de criança, o
chapéu não me servia), juntei um lenço, uns corsários pretos e uma t-shirt às
riscas e fiz figas para que o conjunto resultasse J Experimentei tudo em casa e fiquei satisfeita — com a vantagem de ter
um outfit normal se tirasse o lenço,
a pala e a espada!
Claro que não havia muitos mascarados, mas eu
estava nas nuvens! Música brasileira, gente gira, boa companhia… só o calor
extremo me lembrava que não estava em Torres Vedras! Como foi falado no Facebook, foi um Carnaval muito atípico
sem chuva, frio, 1001 camisolas e 37 collants!
O espaço estava apinhado de gente de várias
nacionalidades. Conheci um capetoniano, o Leonard, que me disse estar fascinado
só de olhar para nós, brasileiros e tuga(s): «Quem me dera perceber o que
cantam, deve ser fantástico, a vossa expressão de felicidade é incomparável!»
Acabei por ganhar uns prémios, que compensaram
— e muito! — os tostões que gastei na máscara: um porta-chaves do Corcovado, um
escapulário e uma massagem de 60 minutos (corpo inteiro)… nada mau, hein!
Houve ainda uma actuação de um grupo de
batuques e fiquei com o Guillaume, a Polyanna e o Erick junto de uma janela até
não aguentar mais o calor.
Não foi a mesma coisa sem as minhas gajas, sem
as nossas máscaras malucas, sem o frio, a chuva e as matrafonas, mas foi o
possível. Ah, caramba, e mostrei aos capetonianos como se comemora o Carnaval
em Portugal!


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